segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Amores Livres


      Ainda na linha dos questionamentos sobre o atual padrão de sociedade, conversei com alunos, amigos e com a minha terapeuta (sim, eu faço terapia e recomendo!). A atual parceria monogâmica do casamento, com seu contrato em cartório ou perante à religião, neste momento, está sendo questionada em vários aspectos por um grupo organizado (ou não!) de pessoas. Além, das "famílias"serem constituídas de maneiras diferentes, o amor livre (ou poliamor) e a liberdade, voltam a ser assunto. Se isso está passando por questionamentos, por discussões, é sinal de algo não vai bem, e sempre pode melhorar!
    
Cheguei ao documentário: "Amores Livres"- GNT (Direção: João Jardim) 

    O padrão papai, mamãe, filhinhos parece ser um modelo que não comporta a multiplicidade de sentimentos, sensações e desejos que algumas pessoas necessitam hoje em dia.

    Pirei no assunto! Assisti os 10 episódios no mesmo dia. Achei demais! Porque o amor tem que ter um padrão? Amamos pessoas diferentes, de maneira diferentes, porque colocar uma "hierarquia" nesse amor? Amamos nossos pais, nossos amigos, nossos ídolos, nossos filhos... Se fosse necessário organizar isso numa ordem numérica, começa a aparecer dúvida, ciúme, competição, cobrança, culpa!!! Se eu resolver organizar meus amigos amados de 1 a 10, o primeiro seria mais amado que o segundo... e assim por diante? Amor é amor!!! Não explicamos, sentimos!
    Afinidade, carinho, companheirismo, tesão! Permita-se sentir, vamos parar de racionalizar!
    Valeu demais para expandir horizontes, quebrar padrões e reavaliar: com o amor livre, acabou competição, acabou TRAIÇÃO, podemos diminuir ciúme, culpas, amarguras que surgem nos relacionamentos monogâmicos, lindos nos "comerciais de margarina", mas que muitas vezes não são reais!!!
    Adorei a mensagem do documentário,  a variedade de amores (e acordos) que podem existir, como é fácil julgar e ter preconceito sem conhecer de verdade.
    Com respeito e conversa, tudo pode virar "acordo"entres os casais, ou trios, ou mais! Acabou pré-julgamento de "puta", "corno", "vagabunda", " safado". Se for de comum acordo, dane-se o que os outros pensam!
    Amor é amor: hétero, bi, mono, poli, coração, tesão, mènage, swing... sem regras, com regras... cada um cuida da sua vida, respeitando e amando!

    Viva o Amor!





    

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